Além
de vasilhas, estes grupos confeccionavam também muitos outros artefatos
cerâmicos, como fusos para tecer o algodão, colheres simples ou
decoradas com cabeças de animais, pequenos bancos às vezes decorados
com faces humanas, apitos em forma de pássaro, pesos de rede, e outros
mais.
Estatuetas são também típicas desta cultura, muitas vezes representando pessoas sentadas.
A diversidade de peças cerâmicas, bem como a perfeição com que eram
feitas e decoradas, sugere que deveriam existir artesãos especializados
dentro do grupo, apontando para uma divisão na hierarquia da sociedade.
Na época em que a Cultura Marajoara atingiu seu mais alto grau de
desenvolvimento não havia, em toda a Amazônia, qualquer ocupação humana
que lhe fosse comparável.
Porêm, esta Cultura representa um enigma para os arqueólogos. Os
cientistas ainda não sabem de onde este grupo veio e também desconhecem
seu destino, pois o grupo desapareceu de repente, em conseqüência,
talvez, de ataques de povos indígenas numerosos e belicosos vindos do
continente.
De qualquer maneira, os Marajoaras não estavam mais na ilha quando o
colonizador europeu chegou ao Brasil e, por isso, somente escavações
nos poucos tesos intactos que ainda restam em Marajó poderão trazer
luzes a estas inúmeras questões.
fonte: http://www.itaucultural.org.br/arqueologia/